terça-feira, 16 de dezembro de 2014

A needle in a haystack left on the shelf

encostada ali
bem naquela 
sua estante
em meio aos livros 
que tinhamos
em comum

te via 
entrar no quarto
se jogar na cama,
só de cueca
abrir o notebook 
passar horas
lendo 
e escrevendo

deixei o tempo passar
não queria sair dali, 
era tão bom 
ver teu sorriso 
que se intercalava 
com a cara de cansado 
pra caralho 

fiquei
te observando 
a todo segundo
hora ou outra 
você 
ouvia alguma música
e me fazia
dançar

mesmo que 
ausente dali
eu entendia 
cada movimento seu

quando sozinho
decifrava 
algumas escritas
talvez para 
compreender
o mundo 
ou
expandir conhecimentos

na verdade 
estava se transformando 
protagonista 
de sua história

nem sempre 
lembramos 
de todos os livros 
que em nossas estantes 
se encontram

perdemos alguns marcadores,
esquecemos 
algumas histórias

cabe a nós
na noite infrutífera
lembrar de uma frase
ou verso, 
a qual já te fez 
ou ainda faz 
muito sentido 

pegamos o livro antigo, folheamos 
e só

me personifiquei 
naquele livro 
que você descobriu
e voou
para ler

sempre vou estar 
na sua estante
afinal, 
você 
me deixou ali

lembre-se 
posso me tornar 
a frase bonita 
ou 
a personagem que morre,
daquele livro que você 
uma hora vai abrir 
e nunca 
lerá de novo 
com a mesma 
intensidade.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Encantos de um bloco de notas

eu te amei tanto
e deixei um pouco de você
em todos os cantos

somente para lembrar
em meio aos meus prantos
de todos os teus encantos

mesmo de longe
de jeito ou de outro
me fez ir pelos canos

talvez eu goste de você
e talvez
meus talvezes queiram gritar "sim"

e quão imatura eu fui
agi feito criança
deixando brinquedos pela casa

mas você não é um brinquedo
e o meu coração também não
e agora?

domingo, 23 de novembro de 2014

20141019

eu poderia ter só voltado para casa,
escapado de tudo
soaria normal no emaranhado de irrelevantes pensamentos

havia um coração quente
e um cérebro maravilhoso
uma voz dizendo para começar de novo,
isso foi uma segunda chance?

quando eu te conheci
não quis mais saber de nada
eu soube, algo que na verdade
já sabia,
que como qualquer medicamento,
teria seu efeito.

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Afogada

Antes de tudo isso, você era para mim o oceano,
Incerto.
Tantas possibilidades,
 tanto tempo, tanta água pela frente.
Então eu mergulhei fundo,
fui com vontade e acabei te desbravando.
E então você virou a maré mansa em um dia quente de verão,
era a você que eu recorria depois de um dia cansativo.
 Você estava sempre lá,
era meu litoral.
Meu porto seguro.
Então vieram os dias difíceis,
você mudou e eu mudei.
E para mim, você virou um mar agitado.
Tempestuoso e intenso.
Era difícil,
mas eu aguentei.
Aguentei por você e por mim.
Por nós
Aguentei mesmo me afogando hora ou outra.
O tempo passou,
e novamente você mudou.
 Você virou uma tempestade.
Um mar furioso e atormentado.
Foi difícil segurar.
 E então eu me afoguei de vez.
Fui tão fundo que até hoje não me achei.
 Continuo perdida em algum lugar lá embaixo.
 Mas não cabe a você me procurar.
Você voltou a ser um mar calmo.
Mas não para mim.
Para mim você sempre será tempestuoso.
Um tipo de oceano no qual não tenho mais como me aventurar,
então eu fico a deriva.
Esperando algo ou alguém.
 Mas na verdade, na verdade.

Eu ainda
 estou
 lá 
no 
fun
do.

 Afogada.”

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

do it

 Irá chegar um dia onde todas aquelas coisas sem sentido, se revelaram, por mais que você não queira.
 As ações não executadas, palavras não pronunciadas, vão vir, assim como o pleonasmo nos dois verbos anteriores, causando a agonia assim como o de português para um que se irrite fácil com isso.
 Ainda em busca de um "e se?"
 Pense bem, pois caso seja isso mesmo, não sei o que se trata de viver para você. 
 Por acaso conheces o tamanho infinito de incertezas presentes somente desde a hora que você acorda até o meio dia?
Você ainda se prende quando vai expressar a sua e única opinião? 
A questão é mais simples do que imaginamos. Consegues enxergar algo de olhos fechados?
A mesma pergunta se aplica quando a questão é o dia de amanhã. Isso pode parecer música do legião, mas realmente, tendo observado o sofrimento do que é ter um "tarde demais", só penso que poderia ser evitado.

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Define mais do que eu consegui escrever nas últimas 15 noites em claro

 Teu nome é cento e vinte por oitenta batimentos por minutos.
Ele é o vazio, é a tristeza, é o rancor, é a mentira que insisto em contar. É o calor do meio dia e a insônia da madrugada. É o soluço antes da apresentação do seminário, é a amnésia do dia da prova, é o riso ao conquistar o seis no final. Teu nome são as frases que diminuem e acrescentam meus textos, é a cantiga do sertanejo como a música clássica para o maestro. Teu nome é traição, perfeição, coletânea de erros imperdoáveis. É preto no branco que vira marrom, é azul do sol. É briga das dez ás dez, é amor das onze ás onze horas. É sorrir por dias não tendo motivos, os motivos se foram e restou isso, isso que me surpreende. Teu nome é internet, é revolta, é perdão.
Teu nome é a beleza sob duas pernas, tendo dois braços, um corpo, uma cabeça e dois coração ou metade de um. Você é 1,73 de mal-humor, é 107 de alegria, 39 de não tô nem aí. É a história de carochinha pra quem não gosta da escrita, é trilogia que pedi sempre mais um livro. É uma biblioteca de sentimentos, é cura, é exagero. É o melhor mesmo sendo pior. Você é o “eu te amo” disfarçado de “adeus, não me procura mais”.
É tudo que eu tenho.
É o que tem dentro da vitrine e eu não posso ter.
É o fim e o começo de tudo.
É tudo e o nada que lembro.
É nunca será nada pra mim.
É amar desde o primeiro oi.

Sam Nascimento, La vida passe.

domingo, 14 de setembro de 2014

20:57

 E se você simplesmente acordasse e percebesse de que de uma hora pra outra que tudo está diferente ou que na verdade, tudo está igual mas foi você que não se deu o trabalho de perceber? 
 É tão difícil descrever como TUDO e ao mesmo tempo NADA mudou.
 Podemos até ter mudado ou encontrado novas distrações mas na mesma sintonia. Sabendo de cor aquela melodia e ainda lembrando de coisas bobas, quais eram julgadas a estarem esquecidas. 
 Mas quando a verdade vem a tona, se torna mais difícil ainda seguir em frente. É como uma facada que ultrapassa pelo peito deixando uma enorme cicatriz e mostrando que aquilo realmente aconteceu e que terás de passar a viver com aquilo agora. Por muito tempo houveram álibis para tentar esconder o vazio, mas se fosse mesmo vazio, eu jamais estaria aqui. 
 Não é de se entender o porque de tanto sofrimento para depois dar-se conta de tudo. O universo sabe das consequências, e querendo ou não, nós também.
 Se não tivesse sido assim ou assado. Quem sabe estaríamos fritos?!
 Um minuto a menos ou um a mais, não seria diferente já que agora tudo faz sentido. Era para ser assim. Foi escrito assim. 

terça-feira, 5 de agosto de 2014

A sua história

  Depois de um certo convívio com amizades e amores passageiros, podemos dizer que sempre aprendemos alguma coisa, sejam elas positivas ou negativas. Mas de certo modo, aprendemos que não deve-se dar ao trabalho de se prender nem de tentar consertar algo, o qual já foi quebrado a muito tempo atrás. 
 Com o tempo, por mais confuso que seja, as máscaras vão caindo e reconhecemos os que vieram para completar a história. 
 Quem sabe alguma pessoa tenha mais de uma função na sua vida, e que outras chegarão somente para te fazer a pessoa mais feliz do mundo e, quando ela chegar, mudará todo o ritmo desordenado da sua vida. 
 Pode acontecer que em algum momento, você queira a todos e não haja espaço para um grande amor, até que chega uma hora em que inesperadamente alguém passa a ser tudo o que você precisa, e acaba sem deixar espaço para outras necessidades. 
 Você pode ter conclusões depois de uma noite mal dormida, que de uma vez por todas você decida que não queira amar ninguém, pelo fato de ter se decepcionado, sem exceção de nenhuma, em todas as vezes que alguém se aproximou de você dizendo que o amava, porém, existe o acaso, de quando dois corações parcialmente quebrados ("o que não é o meu caso") resolvem se juntar e então, não há força maior que possa os separar.  
 Talvez a palavra amor já não te faça mais tanto sentido, ou que as circunstâncias o tenham o feito desistir de sonhar com alguém pra te fazer feliz. Em certos casos, a distância tenha destruído todos os teus planos. Em outros, que a decepção tenha sido tão grande que como punição você se mantenha afastado de toda e qualquer possibilidade de amar de novo, mas sempre chega uma hora em que não é possível deixar-se de fora de toda aquele sentimento, onde o mundo passa a ser pequeno demais para duas pessoas. 
 Em algum momento, a vida passa a fazer mais sentido à dois e todos aqueles motivos contras já não significam exatamente nada. Então, pra quê dar tanta importância à pessoas quais não exercem funções nenhumas na sua história? E por que não encontrar alguém para escrevê-la com você?

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Talvez

 Talvez seja hora, de nós arrumarmos nossas malas. Talvez seja hora de dizermos adeus a tudo que tivemos. 
 Talvez seja hora de apagar aquela nossa foto antiga, ou de me desfazer daquela sua camiseta que costumava usar como pijama que ainda tem seu cheiro.
 Talvez seja hora de anunciarmos nosso fim. Talvez seja hora de parar de imaginar futuros para nós dois ou  hora de desistir de tudo. Talvez seja hora de um ponto final para nossa história. 
 Mas você deveria saber, que eu não sou confiável, que eu sou imprudente e infantil. Como uma criança que não quer largar o brinquedo. Então talvez seja mesmo hora de tudo isso, e talvez eu não queira acreditar.
 Então, talvez eu continue te amando. Cada vez mais. Talvez eu continue chorando antes de dormir, pensando em tudo pelo o que passamos.
 Talvez eu continue imaginando o futuro que poderíamos ter. Talvez eu continue morrendo um pouco cada vez que ouço seu nome ou talvez, eu ainda sonhe com você.
 Eu não tenho mais você. Mas você ainda me tem. Mas pelo menos, eu ainda tenho a sua camiseta. E talvez somente isso seja o suficiente. Porque talvez eu ainda te ame. E só talvez, você ainda me ame.

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Setecentas lembranças

 7 de Setembro, 70 noites mal dormidas, 700 dias inúteis.
 Só pensar que o tempo passou, o sentimento perdido já toma conta. Ao lembrar daquele dia, ou daquelas outras vezes, surgem somente memórias repletas de saudades, que quase que involuntariamente sempre levam a ouvir aquela música ou olhar para aquela foto.
 Mesmo depois de tantos dias, tantas buscas, tantas novas distrações, novas pessoas e afins, tudo ainda me faz voltar a uma praia.
 Um cruzar de olhos, uma boa risada.
 Brisa leve, um abraço. Alguma dúvida? Um beijo. 
 Assim como a onda chega até a areia, chegou. Não esperava por um tsunami. Dunas, pedras e rochas. Estrelas, chuva e banhos de mar.
 Dois mundos e o mesmo pedido. Incertezas deixadas de lado e tudo bem aproveitado.
 Adeus ou até logo? Olá ou somente um desvio de olhar? 
 Os impulsos já foram perdoados e o brilho dos olhos jamais esquecidos.
 O beijo de boa noite, o cafuné antes de dormir. O primeiro pensamento da manhã, a cara de sono e o sorriso ao inacreditável.
 Adeus ou até logo? Eu não esqueci.
 Retoque de um toque. Isso foi intencional? Se sim, justifique sua resposta.
 Adeus ou até logo? Um aniversário. Cujo presente foram 391 dias de esquecimento. 
 Um relógio a menos, últimas folhas de cadernos queimadas.
 Se não estive sonhando acordada nas aulas de matemática, somando tudo dão 700 dias. 100 semanas. 16800 horas. 1008000 minutos.60480000 segundos. 
 Todos eles, mesmo que sem você, por você.

terça-feira, 22 de julho de 2014

De novo, o novo, velho vai ser.

 Oh, lá vamos nós de novo! Lá vai eu agir como se nada tivesse acontecido. 
 Porque tanto medo de enfrentar esses problemas? Medo de se abrir quando já está se planejando o destino ou apego batendo na porta?
 As coisas só acontecem quando tudo parece estar em paz, trazendo junto a tempestuosa crise de existência, que nem foi causada por você.
 Mas estava tudo tão bem para mais um aparecer, aquele que parecia combinar, cujo insisti e em tão pouco tempo acabou me surpreendendo.
 Talvez a surpresa não tenha tamanha importância já que não passou de uma decepção. Talvez eu não entenda isso tudo de novo agora, até que eu gostaria, mas de novo?
 Todos os aprendizados do acontecimento denominado "6614" dia/mês/ano, deveriam se encaixar aqui mas, de novo perdi pelo costume de aceitar e acreditar no tempo, qual passa e não te da nem noção do que está fazendo. 
 Quem eu que acabara de conhecer, velho vai ser. Porque de novo, tudo se repetiu.

quarta-feira, 16 de julho de 2014

365 dias

 Bom seria se fosse aproveitado, vivenciado adequadamente e que em cada momento de tristeza houvesse um aprendizado. 
 Um ciclo que renova? Ganhamos chances de mudar todos os seus dias para melhor? "Depende de você".
 Depende de você decidir quem é que você vai ser, que caminhos seguir ou os primeiros passos após determinado tempo. E também, de quem estará ao seu lado, sem esquecer da sua opinião.
 Somos nós os autores de nossas próprias histórias, para cada lápis existe uma borracha, para cada erro, a lógica seria um aprendizado.  Não quero perder meu tempo com coisas insignificantes, quero aproveitar esses 365 dias o melhor possível. 
 E se só um número diferente que irá passar a acompanhar sua idade e você receberá um tratamento de acordo com um julgamento etário, onde irão lhe suprir com deveres e itens quais você já tem capacidade de exercer e manter ordem e talvez, você, já os faça e conheça muito bem.
 Mas para que tudo isso? Eu mereço estes presentes? Ano que vem adicionamos mais um (talvez o mais importante), mas hoje eu só quero ficar só.

segunda-feira, 9 de junho de 2014

6614

 Onde eu estou com a cabeça? Por quanto tempo eu dormi? Não acredito que tudo já tomou rumo e eu ainda aqui. Já era, eu fiquei pra trás. Talvez um ou dois passos mais longe do que eu nem sabia que queria.
 Esperei, esqueci. Me fiz de forte, mas era só uma imagem para conforto, pois a cada vez que me olhava no espelho via medo, insegurança e saudade.
 A verdade é que eu não fiquei "forte", apenas escondi meus sentimentos, coloquei-os de lado e deixei que o universo fizesse sua parte. E ele fez, amenizou tudo, mas o tempo corre, coisas acontecem, é tudo inevitável.
 Talvez eu nunca compreenda o valor do tempo, como ele passa rápido, ou como ele é precioso. Mas aprenda a vive-los intensamente.
 Não disse todas as palavras que gostaria de ter dito, ou expressado sentimentos até agora, eles fazem sim diferença, mesmo no emaranhado de si mesmos, ainda fazem diferença.
 Nunca tive nada a impedir-me a toda esta expressão, mas eu deixei passar, eu simplesmente peguei no sono para esquece-lá, apaguei, dormi. Agora, em noites estúpidas que parecem não ter fim, desacordada com a cabeça quente, borboletas no estômago e vendo lágrimas caírem sobre as mãos frias eu percebi tudo, tive todas as provas, mas ainda não entendo o porque de que só queremos as coisas quando elas não estão ao nosso alcance. Alcancei algo, tenho que me contentar, mas sem expressão, não vai dar.

sábado, 7 de junho de 2014

Even on a cloudy day

 Teste-me, afinal, não sobrou muita gente ao redor então quem sabe agora, deitados suavemente no chão.
 Na minha vida, eu já vi pessoas andando para o mar, apenas para encontrar lembranças, afetadas pela miséria constante e com seus olhos abaixados, fixos no chão. Manterei meus olhos fixos no sol. Teste-me, enrole meu cabelo e depois o coloque por trás da minha orelha, som interrompido, deitados suavemente no chão, não sobrou muita gente ao redor.
 No meu passado amargo, não existe amor entre os lençóis. Sinta o gosto do sangue, sonhos desfeitos, tempos solitários, realmente com os olhos abaixados.
 Volte agora, é hora de eu deixar pra lá. Lá embaixo tive que encontrar um lugar para me esconder uma luminária se tornou um poste de luz. Viro a esquina. 
 Nunca imaginei que isso viria, nunca imaginei que você viria, mesmo assim tento me mover, isso quase me impediu de acreditar, mas não quero saber o futuro, apenas manter os olhos fixos no sol. Mesmo em um dia nublado.




quinta-feira, 22 de maio de 2014

Mais um dia?

  Talvez hoje eu tenha acordado somente para fazer o de sempre, ou talvez não fazer nada. Ficar dormindo não seria nada mal.
 Não consigo levantar, corpo que parece estar enferrujado é atraído por um ímã, denominado: Cama.
 Mais um dia em que sei que irei me prender a memórias, por mais insignificantes que sejam. Ficar de costas para o relógio, observar o tempo passando que só me faz lembrar de que ainda não levei jeito na vida e que uma hora vou ter que levantar dessa cama.
 A tarde é melancólica, faço café, bebo lendo alguma coisa que me faça rir no meio desse marasmo e "subitamente" pego no sono.
 E quando vejo, o sol já se foi, com todos aqueles milhões de oportunidades de coisas que poderia ter feito e não fiz. Deveria ter tornado esse "mais um dia", útil a mim. Poupado palavras, ou talvez não ter me sufocado dentre as quais nunca disse.

domingo, 11 de maio de 2014

Faz parte

 Universo paralelo qual eu me encontro e não me identifico. Vida em jogo, cartas na mesa. Erros cometidos e não esquecidos. O tempo voa, a mente vagueia por aí. Situações de risco, tais como aquelas onde se sabe que não darão certo, mas o sexto sentido te faz tentar e tentar para depois virem a jogar tudo isso na sua cara. 
 Não sou a única que gosta de provar do que se é oferecido, de sempre ir até o final, de viver e reviver para ter certeza de que aproveitou. Eu erro por isso, não me arrependo, mas sei que logo em seguida esses erros irão refletir para mim. Talvez eu erre por não aceitar as coisas como são, ou como deveriam ser. Erre pela falta de confiança ou em certos casos pelo orgulho que surge de maneira inexplicável. Se pudesse, transformaria todos eles em acertos, quem sabe teria magoado menos pessoas ou até a mim mesma. Eu devo aceitá-los como eles são, como eles vieram a mim. E talvez eu erre por causa disso. Eu não os aceito, eu os julgo. "Errar faz parte", e aceitá-los também faz, mas não hoje. 

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Se conseguir, se adapte

 Na maioria das vezes em que tento organizar meus pensamentos em palavras, eu simplesmente jogo tudo pro alto e assopro. O que eu escrevo nem sempre é o que eu estou sentindo, em grande parte do tempo, é o que eu já senti ou pressinto que sentirei. Já passei por coisas que até hoje não entendo, deveria as esquecer, deixar para trás e desapegar de lembranças que voltam a cada tarde monótona.
 Costumo dizer que sou adepta a outro mundo, quem sabe com outras condições. Um lugar quieto, sem pessoas te dizendo o que fazer ou tentando tomar decisões por você. Onde somente o céu e a lua estarão contigo durante a noite, e não as memórias que causam a insônia.
 Não morreria de ansiedade a cada impulso que causa uma possível resposta de quem não merecia outra chance.
 Talvez eu goste de me sentir sozinha. De desperdiçar horas do meu dia ouvindo músicas que não me levam a nada, ou de ir até aquela cafeteria no meio da tarde, sentar na última mesa com café extra forte e deixar ele esfriar porque acabei me distraindo com pensamentos irrelevantes. Não há nada melhor do que a minha companhia.
 A pele pálida que se transforma em vermelha e os olhos borrados em uma sexta-feira a noite já se tornaram parte da rotina, ouvir conselhos não tão familiares quanto deveriam ser e ter de aceitar para ser aceita.
 Eu vivo conforme as emoções, considero decepções e os erros que constantemente se entregam como alheios. Não vou dizer que sou diferente, embora viva desse modo, não importa quanto tempo eu fique nessa situação, desde que isso me leve a algum lugar. Talvez você não goste de carregar bagagens, eu as acho pesadas também, mas estão cheias de lembranças as quais me adaptei, experiências sofridas e vividas (também as amorosas). Sinto um álibi dentro de mim, me adaptei a tudo, mas nas minhas condições.