sexta-feira, 9 de maio de 2014

Se conseguir, se adapte

 Na maioria das vezes em que tento organizar meus pensamentos em palavras, eu simplesmente jogo tudo pro alto e assopro. O que eu escrevo nem sempre é o que eu estou sentindo, em grande parte do tempo, é o que eu já senti ou pressinto que sentirei. Já passei por coisas que até hoje não entendo, deveria as esquecer, deixar para trás e desapegar de lembranças que voltam a cada tarde monótona.
 Costumo dizer que sou adepta a outro mundo, quem sabe com outras condições. Um lugar quieto, sem pessoas te dizendo o que fazer ou tentando tomar decisões por você. Onde somente o céu e a lua estarão contigo durante a noite, e não as memórias que causam a insônia.
 Não morreria de ansiedade a cada impulso que causa uma possível resposta de quem não merecia outra chance.
 Talvez eu goste de me sentir sozinha. De desperdiçar horas do meu dia ouvindo músicas que não me levam a nada, ou de ir até aquela cafeteria no meio da tarde, sentar na última mesa com café extra forte e deixar ele esfriar porque acabei me distraindo com pensamentos irrelevantes. Não há nada melhor do que a minha companhia.
 A pele pálida que se transforma em vermelha e os olhos borrados em uma sexta-feira a noite já se tornaram parte da rotina, ouvir conselhos não tão familiares quanto deveriam ser e ter de aceitar para ser aceita.
 Eu vivo conforme as emoções, considero decepções e os erros que constantemente se entregam como alheios. Não vou dizer que sou diferente, embora viva desse modo, não importa quanto tempo eu fique nessa situação, desde que isso me leve a algum lugar. Talvez você não goste de carregar bagagens, eu as acho pesadas também, mas estão cheias de lembranças as quais me adaptei, experiências sofridas e vividas (também as amorosas). Sinto um álibi dentro de mim, me adaptei a tudo, mas nas minhas condições.

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