terça-feira, 5 de agosto de 2014

A sua história

  Depois de um certo convívio com amizades e amores passageiros, podemos dizer que sempre aprendemos alguma coisa, sejam elas positivas ou negativas. Mas de certo modo, aprendemos que não deve-se dar ao trabalho de se prender nem de tentar consertar algo, o qual já foi quebrado a muito tempo atrás. 
 Com o tempo, por mais confuso que seja, as máscaras vão caindo e reconhecemos os que vieram para completar a história. 
 Quem sabe alguma pessoa tenha mais de uma função na sua vida, e que outras chegarão somente para te fazer a pessoa mais feliz do mundo e, quando ela chegar, mudará todo o ritmo desordenado da sua vida. 
 Pode acontecer que em algum momento, você queira a todos e não haja espaço para um grande amor, até que chega uma hora em que inesperadamente alguém passa a ser tudo o que você precisa, e acaba sem deixar espaço para outras necessidades. 
 Você pode ter conclusões depois de uma noite mal dormida, que de uma vez por todas você decida que não queira amar ninguém, pelo fato de ter se decepcionado, sem exceção de nenhuma, em todas as vezes que alguém se aproximou de você dizendo que o amava, porém, existe o acaso, de quando dois corações parcialmente quebrados ("o que não é o meu caso") resolvem se juntar e então, não há força maior que possa os separar.  
 Talvez a palavra amor já não te faça mais tanto sentido, ou que as circunstâncias o tenham o feito desistir de sonhar com alguém pra te fazer feliz. Em certos casos, a distância tenha destruído todos os teus planos. Em outros, que a decepção tenha sido tão grande que como punição você se mantenha afastado de toda e qualquer possibilidade de amar de novo, mas sempre chega uma hora em que não é possível deixar-se de fora de toda aquele sentimento, onde o mundo passa a ser pequeno demais para duas pessoas. 
 Em algum momento, a vida passa a fazer mais sentido à dois e todos aqueles motivos contras já não significam exatamente nada. Então, pra quê dar tanta importância à pessoas quais não exercem funções nenhumas na sua história? E por que não encontrar alguém para escrevê-la com você?

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Talvez

 Talvez seja hora, de nós arrumarmos nossas malas. Talvez seja hora de dizermos adeus a tudo que tivemos. 
 Talvez seja hora de apagar aquela nossa foto antiga, ou de me desfazer daquela sua camiseta que costumava usar como pijama que ainda tem seu cheiro.
 Talvez seja hora de anunciarmos nosso fim. Talvez seja hora de parar de imaginar futuros para nós dois ou  hora de desistir de tudo. Talvez seja hora de um ponto final para nossa história. 
 Mas você deveria saber, que eu não sou confiável, que eu sou imprudente e infantil. Como uma criança que não quer largar o brinquedo. Então talvez seja mesmo hora de tudo isso, e talvez eu não queira acreditar.
 Então, talvez eu continue te amando. Cada vez mais. Talvez eu continue chorando antes de dormir, pensando em tudo pelo o que passamos.
 Talvez eu continue imaginando o futuro que poderíamos ter. Talvez eu continue morrendo um pouco cada vez que ouço seu nome ou talvez, eu ainda sonhe com você.
 Eu não tenho mais você. Mas você ainda me tem. Mas pelo menos, eu ainda tenho a sua camiseta. E talvez somente isso seja o suficiente. Porque talvez eu ainda te ame. E só talvez, você ainda me ame.

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Setecentas lembranças

 7 de Setembro, 70 noites mal dormidas, 700 dias inúteis.
 Só pensar que o tempo passou, o sentimento perdido já toma conta. Ao lembrar daquele dia, ou daquelas outras vezes, surgem somente memórias repletas de saudades, que quase que involuntariamente sempre levam a ouvir aquela música ou olhar para aquela foto.
 Mesmo depois de tantos dias, tantas buscas, tantas novas distrações, novas pessoas e afins, tudo ainda me faz voltar a uma praia.
 Um cruzar de olhos, uma boa risada.
 Brisa leve, um abraço. Alguma dúvida? Um beijo. 
 Assim como a onda chega até a areia, chegou. Não esperava por um tsunami. Dunas, pedras e rochas. Estrelas, chuva e banhos de mar.
 Dois mundos e o mesmo pedido. Incertezas deixadas de lado e tudo bem aproveitado.
 Adeus ou até logo? Olá ou somente um desvio de olhar? 
 Os impulsos já foram perdoados e o brilho dos olhos jamais esquecidos.
 O beijo de boa noite, o cafuné antes de dormir. O primeiro pensamento da manhã, a cara de sono e o sorriso ao inacreditável.
 Adeus ou até logo? Eu não esqueci.
 Retoque de um toque. Isso foi intencional? Se sim, justifique sua resposta.
 Adeus ou até logo? Um aniversário. Cujo presente foram 391 dias de esquecimento. 
 Um relógio a menos, últimas folhas de cadernos queimadas.
 Se não estive sonhando acordada nas aulas de matemática, somando tudo dão 700 dias. 100 semanas. 16800 horas. 1008000 minutos.60480000 segundos. 
 Todos eles, mesmo que sem você, por você.