quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Define mais do que eu consegui escrever nas últimas 15 noites em claro

 Teu nome é cento e vinte por oitenta batimentos por minutos.
Ele é o vazio, é a tristeza, é o rancor, é a mentira que insisto em contar. É o calor do meio dia e a insônia da madrugada. É o soluço antes da apresentação do seminário, é a amnésia do dia da prova, é o riso ao conquistar o seis no final. Teu nome são as frases que diminuem e acrescentam meus textos, é a cantiga do sertanejo como a música clássica para o maestro. Teu nome é traição, perfeição, coletânea de erros imperdoáveis. É preto no branco que vira marrom, é azul do sol. É briga das dez ás dez, é amor das onze ás onze horas. É sorrir por dias não tendo motivos, os motivos se foram e restou isso, isso que me surpreende. Teu nome é internet, é revolta, é perdão.
Teu nome é a beleza sob duas pernas, tendo dois braços, um corpo, uma cabeça e dois coração ou metade de um. Você é 1,73 de mal-humor, é 107 de alegria, 39 de não tô nem aí. É a história de carochinha pra quem não gosta da escrita, é trilogia que pedi sempre mais um livro. É uma biblioteca de sentimentos, é cura, é exagero. É o melhor mesmo sendo pior. Você é o “eu te amo” disfarçado de “adeus, não me procura mais”.
É tudo que eu tenho.
É o que tem dentro da vitrine e eu não posso ter.
É o fim e o começo de tudo.
É tudo e o nada que lembro.
É nunca será nada pra mim.
É amar desde o primeiro oi.

Sam Nascimento, La vida passe.

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